Movimento Gota D’Água

O movimento Gota D’Água se coloca contra a construção da usina de Belo Monte no Pará, a qual irá cobrir 640 km² de floresta e funcionará com apenas um terço de sua capacidade. Para participar é só entrar no site http://www.movimentogotadagua.com.br e colocar sua assinatura na petição que será enviada à presidenta Dilma Rousseff.

o vídeo abaixo, feito por alguns artistas famosos, esclarece bem a proposta do movimento. Vale a pena conferir!

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Porque Cantamos

Mário Benedetti

Se cada hora vem com sua morte
se o tempo é um covil de ladrões
os ares já não são tão bons ares
e a vida é nada mais que um alvo móvel

você perguntará por que cantamos

se nossos bravos ficam sem abraço
a pátria está morrendo de tristeza
e o coração do homem se fez cacos
antes mesmo de explodir a vergonha

você perguntará por que cantamos

se estamos longe como um horizonte
se lá ficaram as árvores e céu
se cada noite é sempre alguma ausência
e cada despertar um desencontro

você perguntará por que cantamos

cantamos porque o rio esta soando
e quando soa o rio / soa o rio
cantamos porque o cruel não tem nome
embora tenha nome seu destino

cantamos pela infância e porque tudo
e porque algum futuro e porque o povo
cantamos porque os sobreviventes
e nossos mortos querem que cantemos

cantamos porque o grito só não basta
e já não basta o pranto nem a raiva
cantamos porque cremos nessa gente
e porque venceremos a derrota

cantamos porque o sol nos reconhece
e porque o campo cheira a primavera
e porque nesse talo e lá no fruto
cada pergunta tem a sua resposta

cantamos porque chove sobre o sulco
e somos militantes desta vida
e porque não podemos nem queremos
deixar que a canção se torne cinzas.

O Protocolo Anti-Privataria do Dr Laredo – Elio Gaspari

*Jornal do Commercio

Enquanto o privado se locupleta do SUS, o povo morre nas filas e nos leitos amontoadosUma estatística e um incidente expuseram a extensão do ataque da privataria dos planos de saúde contra a rede pública do SUS. O repórter Antonio Gois mostrou que o mercado das operadoras cresceu 9% entre março de 2010 e março deste ano, incorporando quatro milhões de novos clientes. O faturamento das empresas aumentou em torno de 20%. Já o número de leitos oferecidos à freguesia cresceu apenas 3%.

Basta fazer a conta para que surja a pergunta: para onde vão os clientes dos planos privados? Para a rede pública.

Está em curso um processo de apropriação do bem coletivo pelos interesses privados. Essa tendência se agrava quando se vê que as operadoras oferecem planos baratinhos, sabendo que não podem honrar os serviços que oferecem.

Plano de saúde individual que cobra menos de R$ 500 por mês é administrado por apostadores ou faz os fregueses de bobos.

Em hospitais públicos como o Incor e o das Clínicas de São Paulo, já existem duas portas, uma para o SUS e outra para os planos. (Quando o Incor quebrou, tentou se internar no CTI financeiro da Viúva do SUS.) O governador Geraldo Alckmin quer privatizar 40% das unidades administradas por organizações sociais.

Na Santa Casa de Sertãozinho (SP), instituição filantrópica que, legitimamente, atende tanto ao SUS quanto aos convênios, deu-se um episódio que pode servir de lição e exemplo.

O médico Paulo Laredo Pinto atendia um paciente de 55 anos, diabético, obeso e hipertenso (como a doutora Dilma), internado há dias. Ele sentiu dores no peito, e Laredo, cirurgião vascular, diagnosticou um processo de enfarto: “Ele podia morrer se ficasse mais cinco minutos na enfermaria.” Diante do quadro, pediu a transferência do paciente para o CTI.

Nem pensar. O homem era do SUS e, mesmo havendo vaga no centro de terapia intensiva, estava à espera de algum paciente dos planos privados. Com o apoio de dois colegas, desconsiderou a negativa e transferiu o doente.

Fez mais: chamou a polícia. “Registrei um boletim de preservação de direito. Existe o crime de omissão de socorro. O leito não é de ninguém, é de quem precisa.”

O paciente ficou no CTI, e, dias depois, seu quadro era estável. Pelo protocolo da privataria, talvez estivesse morto.

Se os médicos começarem a chamar a PM, as coisas ficarão claras. Um caso de polícia, caso de polícia será.

Façam já suas inscrições!!!

http://orem2011.blogspot.com/

As Olimpíadas Regionais dos Estudantes de Medicina, organizadas pelo DAFB – Campina Grande são um evento de integração e diversão dos estudantes de medicina proporcionado pela gestão do Diretório Acadêmico Francisco Brasileiro, pertencente a Regional NE2 da DENEM (Direção Executiva dos Estudantes de Medicina).

A delegação da UFPE está sendo organizada pelo DAMUC e todas as instruções já foram enviadas para o e-mail das turmas..mas caso você não tenha acessado, basta deixar com Seu Ivo, livreiro do DAMUC o comprovante de inscrição no OREM CG, o cheque calção e o pagamento do transporte.

Para mais informações sobre as inscrições, local, programação e festas, acesse o blog http://orem2011.blogspot.com/ !

Até lá!!!

Colação de Grau da Turma 119!

Carta Aberta à Sociedade Brasileira – Nenhum Direito a Menos! Pelo Respeito aos Residentes do País!


Na noite do dia 01/06/2011, a oposição, em protesto contra a condução da base governista no Senado, impediu que fosse votada a MP 521, que tratava do reajuste das bolsas dos Médicos Residentes, das licenças de maternidade e paternidade, e dava outras providências.

Esta Medida, que não veio de outras formas senão da luta travada pelos Residentes no ano de 2010, com seu movimento grevista, cravaria em forma de Lei algumas das antigas reivindicações da categoria, mesmo que parcialmente. Porém, o descaso do Senado Brasileiro para com os trabalhadores, se mostrou mais uma vez da forma mais perversa possível.

Pode ser conferido na memória dos discursos feitos no Plenário do Senado, que nunca se tocou no assunto desta medida. É importante lembrar que o valor pago para as Bolsas de Residência de todas as áreas da Saúde são indexados ao valor da Residência Médica, ou seja, esta questão é de interesse de todos estes Pós-Graduandos espalhados pelo País.

Como a MP entrou em vigor na data de sua edição, desde janeiro que os Médicos Residentes de todo o país estão recebendo R$ 2.338,06, valor sem os descontos, por uma carga horária de 60h de trabalho nos Programas de Residência. Este valor também serviu de base para que os residentes das outras categorias da área da Saúde (Enfermagem, fisioterapia, residências multiprofissionais, etc) fizessem suas mobilizações e reajustassem as suas bolsas. Já é um valor irrisório se for levado em consideração a carga horária oficial (60h), e muito menos ainda quando é sabido que em boa parte destes programas a carga horária extrapola e muito este teto. É de conhecimento geral que na maior parte dos Hospitais de grande porte do Sistema Único, quem faz com que o Hospital funcione é o Residente. Ano a ano esta categoria vem lutando pelo reajuste de sua bolsa, que está bastante defasada. Agora, recebemos um duro golpe, e até o presente momento, não se tem nenhuma garantia de que as bolsas do próximo mês já venham sem o reajuste, e que toda mobilização do ano passado seja jogada no lixo.

É absurdo que os conflitos internos do Senado ocasionem tamanho prejuízo às conquistas obtidas pelos residentes que militam nos serviços do SUS para melhor atender a população brasileira.

Lembremos que esta não era uma medida cara para o governoapenas existiu por conta da pressão do movimento grevista do ano passado. Esta é uma questão importante a se debater daqui pra frente, pois esperamos que o governo, o Ministério da Saúde e da Educação, mantenham o compromisso e reeditem a MP garantindo a conquista dos residentes.

É diante deste novo cenário que o Movimento de Residentes terá de se posicionar. Buscaremos urgentemente mais notícias acerca do prazo para que as bolsas retornem aos valores pré-reajuste, e buscaremos nos reunir com representantes do Governo para pressionar pela edição de uma nova Medida Provisória, que contemple pelo menos o que garantimos na última greve. E caso seja necessário, reagiremos com todos os recursos legítimos para mostrar à toda Sociedade que não deixaremos que nossos direitos sejam aviltados: NENHUM DIREITO A MENOS!

Assinam esta carta:

Associação Pernambucana de Médicos Residentes – APMR

Associação dos Médicos Residentes do Estado de São Paulo – AMERESP

Associação Nacional dos Pós-Graduandos – ANPG

Fórum Nacional dos Residentes da Saúde – FNRS

MEOW

Apesar de antigo, o curta de animação da década de 80 de Marcos Magalhães se aplica a nossa realidade, e  discute sobre a questão da invasão da cultura americana e a dependência que isso causa de uma forma diferente.